Blog do Alex Dancini - Seja bem-vindo(a)


17/07/2008


Caso Dantas e a imprensa

A imprensa brasileira tornou-se, realmente,  um partido e, para completar, um partido golpista. O caso Daniel Dantas é a maior prova da ação criminosa desse partido. Analisemos:

O banquiero Daniel Dantas tem uma forte ligação com os amigos tucanos, já que, no mandato FHC, o banqueiro recebeu uma generosa ajuda(bilhões) do governo para que seu banco(Opportunity) não viesse a falir.

Daniel Dantas, se condenado, leva consigo grandes amigos da direitosa e, por consequência, da elite branca brasileira para a cadeia.

A elite branca brasileira, dominadora dos meios de comunicação, inclusive e, principalmente da GLOBO, não aceita e jamais aceitará que a Polícia Federal prenda pessoas do alto escalão da sociedade brasileira.

Chamam o governo Lula de corrupto, mas esquecem de dizer que prisões como a de Daniel Dantas nunca aconteceram. Sempre tiveram medo de derrubar a elite branca e a direita brasileira.

Por isso, os meios de comunicação articulam-se para levar aos leitores, ouvintes e telespectadores uma versão que deturpa os fatos, esconde os culpados e coloca em foco o governo federal, o qual é liderado por um ex-metalúrgico, sem ensino superior, nordestino e de esqerda, características que a elite branca brasileira detesta e, por isso, a imprensa esconde Dantas, não revela onde tudo começou, quem são seus comparsas e mostra para a sociedade que o Governo Lula é o verdadeiro culpado.

De que maneira a imprensa apresenta os fatos:

Os crimes de Dantas não são revelados pela imprensa(e ela sabe quais são), não falam de suas ligações com políticos do PSDB e do DEM, no entanto, fazem questão de explicitar dois nomes de petistas que aparecem nas escutas telefônicas.

A imprensa desqualifica o inquérito do delegado Protógenes Queiroz. A imprensa aponta, no inquérito, erros de português, e preocupa-se com isso, apenas.

A imprensa preocupa-se agora com um suposto caos entre o Governo e a Polícia Federal.

Ou seja, a imprensa tenta, de todas as formas, minar a operação Satiagaha e seu inquérito, já que, a prisão de Dantas, tira o sono de muita gente da elite branca brasileira.

ALex Dancini

 

 

Escrito por Alex Dancini às 11h14
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

16/07/2008


O tempo passa...E não o vemos

 

Nas desilusões rotineiras

Eu lembro da infância,

E das minhas brincadeiras

Que causava discrepância.

 

Mal eu sabia

Da dificuldade que viria.

Ser um bom estudante

Ah, eu não conseguiria.

 

Quanta falta me faz

O livro jamais lido,

Possível não é voltar atrás

Também, a adolescência já tinha ido.

 

Com o que tem

Caça o caçador,

Pode não ter uma boa arma

Mas, quando atira, o faz com amor.

 

Alex Dancini

 

 

 

 

Escrito por Alex Dancini às 15h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O que  não queremos ver

 

Viver sonhando, andando

E, às vezes, acordando.

Parando e pensando ,

Se tudo não passa de uma farsa.

Conveniências absurdas.

Vieram de onde?

Vão para onde?

Amamos as conveniências,

E não as pessoas.

 

Viver falseando,

Todo dia rezando.

O coração está inflado,

O amor, transbordando.

Oh, ironia do destino...

Já estou acordando.

 

Alguém bate à sua porta,

Você corre e atende.

A abre sem vontade,

E ao olhar, se surpreende.

 

Grita enfurecido,

Com os lábios retorcidos:

Vá para a puta que o pariu,

Mendigo insolente.

 

Alguém bate à sua porta,

Você corre e atende.

É seu amigo, grande cara,

Você o recebe sorridente.

 

Qual é a diferença,

No que toca à presença.

São dois seres humanos,

Mas, o que muda é a aparência.

 

Tiremos a máscara,

Que mascara nossa consciência.

Digamos com todas as letras,

Que vivemos de conveniências.

Alex Dancini


Escrito por Alex Dancini às 10h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Um dia, Atroz o Outro.

 

O dia nasceu

O riacho correu

O bêbado bebeu

O primeiro copo que o amigo lhe deu.

 

A mulher sorria

A dona de casa ria

A empregada não fazia

O suficiente para ganhar o pão de cada dia.

 

O homem correu

Apressado, o lixo recolheu

Seu almoço não comeu

Guardou, e deu para seu filho quando anoiteceu.

 

O dia lá se vai

A jornada terminou

A empregada chega em casa

Foi a primeira que chorou.

 

ALEX DANCINI


Escrito por Alex Dancini às 10h33
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Ah, se eu pudesse

 

 

Sentado a sua frente

Ao brilho das estrelas

Olho para você

Por isso não posso vê-las.

 

Quero saber de onde vem

O brilho dos seus olhos

Parecem duas estrelas

Que há pouco iluminava os tolos.

 

Se por um instante me olhares

Em meus olhos poderás ver

O desejo incontrolável

De por um instante te ter.

 

Seu olhar encontra-se com o meu

As cortinas do mundo se fecham

E sem perceber onde estamos

Levemente, nossos lábios se tocam.

 

Tudo poderia acontecer ao nosso redor

Nada poderia nos separar

Parar o tempo eu seria capaz

Para seus lábios outra vez tocar.

 

ALEX DANCINI

 


Escrito por Alex Dancini às 10h33
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Poesia que fala daquilo que é necessário a todo ser: ter um Deus. (Música "Como Eu Te Vejo", Rosa de Saron)

Escrito por Alex Dancini às 02h08
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 

Finges ou Vives?

 

Se corres para um lado

Esqueces do outro.

Mal sabes o que de fato queres

Se pensas como um louco.

Nada existe além do nada

Para aquele quem em nada acredita,

Vive como eu vivo, sem mais nem menos

Nessa trama maldita.

O que te fazes ver o que vês

Não está ao seu alcance dominá-lo

Finges amar o que amas

Para um dia abandoná-lo.

Sabes o que tens dentro de ti?

Apenas uma alma sedenta

Que busca fazeres o bem

Desde que esteja de acordo

Com tua consciência.

Bem e mal te buscam

Seja para que lado fores

Sempre estarão lá

Mesmo nos mais belos amores.

Belos e malditos

Dividem o mesmo espaço

Convivem tranqüilamente

No íntimo de teu regaço.

Se tens bondade

Tens,

Na mesma medida

A maldade.

Se preferes acreditar que não

Tens toda liberdade

Tola liberdade

Tolo, no entanto, liberto.

 ALEX DANCINI

 

Escrito por Alex Dancini às 01h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 

Incompletude

 

No espaço,

A presença, a matéria. No vazio do ser, o silêncio.

Se há, não há vazio.

Somos por partes, não a completude. Onde estamos, alguém estava.

Onde estávamos, só o silêncio.

Alguém tomou o lugar,

Que há pouco era nosso. Seja na imagem ou no real,

A presença do igual.

Igual a hoje, só o depois do ontem.

E não há nada a fazer,

Para o Chronos conter.

Só o vazio e o silêncio...

O fim do ser.

Alex Dancini

 

Escrito por Alex Dancini às 01h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

14/07/2008


Balada do Poeta Biruta

Se insano é Olavo dos Guimarães Bilac
Com seu "Delírio", sua "Via Láctea"
Sensatez de que serve? Mate-a!
Havendo, pois, quem me ataque
Por dizer que falta um parafuso
Em Fernando Pessoa de Portugal
Ou por chamar Camões de anormal
Imprudente que sou, escuso.

Tem senso Drummond de Andrade
Dizer que há gente com cheiro de cafuné?
E agora, José?
Agora é loucura, genialidade!

Poesia é o hospício d’alma
Hospício que não sana, vicia
Il cui Dante portò dal cielo della pazzia
Dal cielo che mi rubba la calma

Até Kolody, minha favorita
Na brevidade dos haicais
Mostra que não são normais
Os namorados da escrita

E se divago em tom introspecto
Rabiscando sob tensão metalingüista
É que ainda há quem insista
não ser louca Clarice Lispector

Palavra inútil e filadaputa
Derramo agora em meu teclado
Poema sem jeito, inadequado
Inquieto, peabiruta

Sou louco, sim, sem exceto
Como louco é Miguel Sanches Neto
E se também o é Alex Dancini
Haverá quem me recrimine?



___
P.S. Escrevi esse poema pensando numa afirmação do poeta ararunense Alex Dancini [sobrenome cuja pronúncia eu pensava que fosse "Dantchini"] que, comentando a postagem anterior a essa, disse: "Escrever aquilo que está na mente é o início da corroboração de que se é um pouco louco".

Depois duma breve discussão comigo mesmo, concordei. Sou doido, biruta. Reconheço.(Fábio Sexugui) http://peabiruta.blogspot.com/

Escrito por Dancini às 10h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O som que me leva à introspeção

Escrito por Dancini às 01h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sul, ARARUNA, Homem, de 20 a 25 anos

Histórico